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Carta Aberta a todos os Portugueses

Quem são os Técnicos Superiores de Diagnóstico e Terapêutica?

Muito se tem ouvido falar nos técnicos de diagnóstico e terapêutica, a maioria das vezes de forma fugaz, com pouco ou nenhum enquadramento esclarecedor acerca das profissões que integram estes profissionais.

Afinal, quem são os técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica?

Imaginem o cenário seguinte:

Se um doente…
…tem um problema de tosse persistente, é encaminhado ao pneumologista.
…tem um problema nos olhos, é encaminhado ao oftalmologista.
…tem um problema no coração, é encaminhado ao cardiologista.
…tem um problema no sangue, é encaminhado ao hematologista.
…tem um problema no estômago, é encaminhado ao gastroenterologista.
…tem necessidade de fazer uma cirurgia, é encaminhado ao cirurgião.
…tem necessidade de fazer radioterapia e /ou quimioterapia, é encaminhado ao oncologista.
…tem necessidade de fazer fisioterapia, é encaminhado ao fisiatra.
(só para mencionar alguns…)

E sabe a quem recorre o pneumologista, o oftalmologista ou o cardiologista para que se façam os exames complementares para o diagnóstico?
Ao técnico superior de diagnóstico e terapêutica!

E sabe também a quem recorre o hematologista, o gastroenterologista, o cirurgião, o oncologista ou o fisiatra para que se façam os exames complementares para o diagnóstico e para a terapêutica?
Ao técnico superior de diagnóstico e terapêutica!

Somos muitos. Mas parecemos tão poucos…

Na verdade, muitos há que ainda acreditam que somos meros executantes, desprovidos de sólido conhecimento técnico e científico.
Muitos outros presumem que somos profissionais que exercem sem autonomia e sem capacidade para trabalhar em equipas multidisciplinares.
Outros tantos ainda supõem que somos profissões desregulamentadas, dispensáveis ao diagnóstico, que qualquer outro profissional pode ou poderia exercer.

A todos esses que ainda acreditam nisso, apenas lhes posso dizer:
Um dia, Fomos! Já fomos tudo isso!
Agora, somos fundamentais.
Agora, somos chave-mestra em qualquer fase do diagnóstico e da terapêutica.

Não pretendemos usurpação de funções. Pretendemos que nos conheçam.
Que saibam quem somos e o que fazemos. Pretendemos que nos deixem exercer. Com conhecimento. Com profissionalismo. Com saber.
Com autonomia. Com consciência e dignidade.
Pretendemos que se saiba que sem nós, técnicos, não seria possível nem diagnósticos, nem terapêuticas…

Deixo apenas uma reflexão:

Se tivesse de fazer um exame complementar para diagnóstico, preferia fazê-lo com um profissional que estudou 4 anos especificamente para ganhar essa competência, ou com um outro qualquer profissional da saúde?


 

Sobre o autor

Carla Brito Lopes

Carla nasceu a 14 de Fevereiro de 1977 em Viana do Castelo. Completou o bacharelato em Anatomia Patológica, Citológica e Tanatológica na ESTES-Porto em 1998 e licenciou-se em 2001 pela Escola Superior de Tecnologia da Saúde em Lisboa. Concluiu a certificação em Laboratory Management pela ASCP (American Association of Clinical Pathology) em Setembro de 2016.
Actualmente encontra-se a frequentar mestrado em Genética Molecular e Biomedicina na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa.

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