Imunohistoquímica

Autor: Carla Lopes. Ver página autores.
Última edição: Pathologika, 31 de Janeiro de 2016
Citar esta página: Lopes, C., Imunohistoquímica – Pathologika. Available at: https://pathologika.com/imuno-histoquimica/ [Acedido: data].

A imunohistoquímica (ou imunocitoquímica) é a utilização de anticorpos para identificar proteínas e moléculas em células e tecidos visualizados ao microscópio. Em imunohistoquímica, o anticorpo que actua reciprocamente com o antigénio na célula alvo designa-se de anticorpo primário.

O princípio base fundamental da imunohistoquímica é a localização específica de componentes alvo na célula e no tecido, com o mínimo background (fundo). A principal vantagem desta técnica reside na observação simultânea da morfologia do tecido com a localização do antigénio de interesse.

São infinitas as aplicações da imunohistoquímica e a descoberta contínua de novos anticorpos, abre portas para a evolução contínua do diagnóstico em anatomia patológica. Algumas das aplicações da imunohistoquímica incluem:

  1. identificação de doenças inflamatórias.
  2. identificação de agentes infecciosos (virais, bacterianas, fúngicas e parasitárias).
  3. discriminar entre doença benigna e doença maligna.
  4. diagnóstico de tumores.
  5. classificação de tumores.
  6. diagnóstico de neoplasias metastáticas.
  7. prognóstico de neoplasias.
  8. avaliação de resposta terapêutica.
  9. indicação terapêutica.

A introdução de marcadores prognósticos e preditivos em imunohistoquímica tem tido um enorme impacto benéfico sobre o diagnóstico e tratamento do utente.
Deste modo, a imunohistoquímica tem implicação directa ao nível do diagnóstico, prognóstico e potencial de resposta à terapêutica.