citologia

Citologia

Autor: Andreia Carreira, Carla Lopes. Ver página autores.
Última edição: Pathologika, 07 de Novembro de 2019
Citar esta página: Carreira, A. & Lopes, C. Citologia – Estudo de células – Anatomia Patológica – Pathologika. Disponível em: https://pathologika.com/citologia/. (Acedido: data)

A citologia é o estudo de células isoladas e tem como objectivo detetar anomalias morfológicas das células, que podem ser obtidas pela descamação de células epiteliais superficiais, líquidos corporais ou por aspiração utilizando agulha.

Citologia Ginecológica

George  Papanicolaou, considerado o pai da citologia, nasceu a 13 de Maio em 1883 na Grécia e licenciou-se em Medicina em 1904. Iniciou os seus estudos em ginecologia animal e apenas posteriormente em humanos. As suas investigações foram publicadas em 1954,  nomeadamente as alterações citológicas ao longo do ciclo menstrual e também as alterações ao padrão celular normal (carcinomas e adenocarcinomas).

Desde então, houve uma grande evolução na citologia cervico-vaginal, na citologia aspirativa e na citologia esfoliativa.

Citologia Aspirativa

A citologia aspirativa por agulha fina (CAAF) serve para retirar células de nódulos palpáveis em órgãos ou tecidos com o objetivo de diagnosticar lesões tumorais superficiais e palpáveis.
Para lesões profundas, não palpáveis através da pele, existe necessidade de recurso ao controlo imagiológico.
Exemplos: nódulos palpáveis de mama, tiroide, gânglios linfáticos, glândulas salivares, tecidos moles, quisto sólido.

Citologia Esfoliativa Não Ginecológica

É um método de diagnóstico que se baseia na observação de células descamadas (esfoliadas) obtidas a partir de superfícies anatómicas (naturalmente ou com auxílio de pressão instrumental). Orgãos ocos.

Exemplos: urina, expetoração, líquido pleural, líquidos ascíticos, lavado brônquico, lavado bronco-alveolar, conteúdo de quisto, (…).

  • Método rápido e pouco dispendioso
  • Método simples de diagnóstico
  • Método pouco invasivo
  • Avaliação rápida
  • O diagnóstico não é final, carece da confirmação por Histologia
  • Interpretação feita apenas com base em células individuais
  • Dificuldade em identificar o local exacto da lesão bem como os seus limites
  • Possibilidade das células não representarem a totalidade da lesão