Citoqueratina AE1/AE3

Autor: Carla Lopes, Margarida Cordeiro. Ver página autores.
Última edição: Pathologika, 03 de Fevereiro de 2018
Citar esta página: Lopes, C. & Cordeiro, M. Imunohistoquimica: anticorpos primários. Citoqueratina AE1/AE3 – Pathologika. Available at: https://pathologika.com/imuno-histoquimica/anticorpos-primarios/citoqueratina-ae1-ae3/ [Acedido: data].

Descrição

AE1/AE3 é uma mistura (cocktail) de citoqueratinas de baixo e alto peso molecular, que deteta tanto as citoqueratinas ácidas (tipo I) 10, 14, 15, 16 e 20 assim como as citoqueratinas básicas ou neutras (tipo II) 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7 e 8. É considerado um anticorpo pan-citoqueratina embora não seja capaz de detetar as citoqueratinas 9, 12, 17 e 18 [1-6]. AE1 deteta as citoqueratinas ácidas e AE3 as citoqueratinas básicas.

Este anticorpo reconhece polipéptidos de citoqueratina de quase todos os epitélios, sendo útil para diferenciar tumores epiteliais (carcinomas) de tumores não epiteliais (linfomas, melanomas ou sarcomas), sendo a sua marcação geralmente negativa para os últimos [7].

Apesar de ser um marcador comum à maior parte dos carcinomas, a ausência de marcação a este anticorpo não pode ser fator de exclusão do mesmo. Um exemplo disto é o caso do carcinoma hepatocelular que expressa maioritariamente a citoqueratina 18, ausente neste cocktail e por isso não detetada [8].

Marcação

Geralmente apresenta marcação citoplasmática.

Controlo positivo

Maioria do epitélio. Exemplos: apêndice, pele.

Tumor positivo

Maioria dos carcinomas, tumor de células de Merkel, cordoma, sarcoma epitelióide, timoma, linfoma anaplásico [7, 9,10].

Tumor negativo

Tumores hematopoiéticos, alguns sarcomas, carcinoma hepatocelular, carcinoma da supra-renal, carcinoma cromófobo de células renais, oncocitoma renal, seminoma, tumor de Wilm [1,2,8,11].

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Referencias bibliográficas

1. Battifora H. Clinical applications of the immunohistochemistry of filamentous proteins. Am J Surg Pathol. 1988; 12:24.

2. Cooper D, et al. Classification of human epithelia and their neoplasms using monoclonal antibodies to keratins: strategies, applications, and limitations. Lab Invest. 1985; 52:243-56.

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7. Barak, V. et al., 2004. Clinical utility of cytokeratins as tumor markers. Clinical Biochemistry, 37(7), pp.529–540.

8. Wee, A., 2006. Diagnostic utility of immunohistochemistry in hepatocellular carcinoma, its variants and their mimics. Applied Immunohistochemistry and Molecular Morphology, 14(3), pp.266–272.

9. Bechert, C.J., Schnadig, V. & Nawgiri, R., 2013. The merkel cell carcinoma challenge: A review from the fine needle aspiration service. Cancer Cytopathology, 121(4), pp.179–188.

10. Pletneva, M.A. & Smith, L.B., 2014. Anaplastic Large Cell Lymphoma: Features Presenting Diagnostic Challenges. Archives of Pathology & Laboratory Medicine, 138(10), pp.1290–1294.

11. Sredni, S.T. et al., 2004. Pan-cytokeratin immunoexpression in Wilms’ tumors: A simple approach for understanding tumor epithelial differentiation. Sao Paulo Medical Journal, 122(4), pp.181–183.