Tipo de amostra

Autor: Andreia Carreira, Carla Lopes. Ver página autores.
Última edição: Pathologika, 5 de Novembro de 2017.
Citar esta página: Carreira, A. & Lopes, C., Tipo de amostra em citologia ginecológica – Pathologika. Available at: https://pathologika.com/citologia/citologia-cervico-vaginal/bethesda-2001/tipo-de-amostra/ [Acedido: data].

Existem dois tipos de amostra de citologia cérvico-vaginal. A citologia convencional e a citologia em meio líquido.

Os exames de citologia cérvico-vaginal podem assim ser efetuados de forma convencional (em lâmina de vidro) ou através dos métodos conhecidos como citologia em meio-líquido (em tubo).

A citologia convencional  é uma técnica utilizada há mais de 50 anos, na prevenção e diagnóstico precoce do cancro do colo do utero. A citologia em meio líquido foi introduzida na década de 90, como um método alternativo, visando à automatização na preparção do material colhido e propondo melhorias para o profissional no momento da observação da lâmina (Heise, A. & Lima, A.P.W., 2016)

As amostras de citologia convencional são obtidas utilizando uma espátula ou “escova” de forma a obter células do colo do útero, para que possam ser espalhadas na lâmina, fixadas e posteriormente observadas ao microscópio (Figura C4).

Figura C4. Lâmina citologia convencional.

Para a colheita de citologia em meio líquido, a amostra é transferida para um meio líquido de forma a preservar melhor as células, DNA, RNA e proteínas. A amostra é posteriormente processada com o objetivo de as células ficarem dispostas numa camada fina sem artefactos e sem sobreposição (monocamada) (Figuras C5 e C6).

Figura C5. Exemplos de meios líquidos que podem ser utilizados em citologia ginecológica.

Figura C6. Lâmina de citologia em meio líquido.

 

Segundo Campagnoli et al. (2011), as vantagens da citologia em meio líquido em relação à citologia convencional são:

  1. simplificação da técnica de amostragem
  2. diminuição dos artefactos celulares levando a uma menor quantidade de diagnósticos inadequados
  3. aplicabilidade de investigações / técnicas adicionais

Como desvantagem salienta-se o custo elevado.


Referências

Campagnoli E. B. et al., 2011. Comparação entre a citologia em base líquida e a citologia esfoliativa convencional no diagnóstico de carcinomas da região de cabeça e pescoço. Pesq Bras Odontoped Clin Integr, v. 11, n. 1, p. 65-71.

Heise, A. & Lima, A.P.W., 2016. Citopatologia convencional e citologia em meio líquido: uma revisão integrativa. Revista Saúde e Desenvolvimento, 10(5), pp.208–221.