Bethesda 2001

Autor: Andreia Carreira, Carla Lopes. Ver página autores.
Última edição: Pathologika, 31 de Janeiro de 2016.
Citar esta página: Carreira, A. & Lopes, C., Bethesda 2001 – Pathologika. Available at: https://pathologika.com/citologia/citologia-cervico-vaginal/bethesda-2001/ [Acedido: data].

O Sistema de Bethesda para reportar relatórios de citologia cervico-vaginal, remonta a Dezembro de 1988. Esta foi a primeira vez que um grupo de indivíduos com experiência em citopatologia, histopatologia e clínica médica se reuniram no National Institutes of Health em Bethesda, Maryland.

Esta reunião, que se tornou o primeiro workshop de Bethesda, teve como objetivo estabelecer a terminologia que daria indicações claras para a gestão do doente assim como para reduzir a variabilidade inter-observador. Durante os 2 dias de reunião, foram criados 3 princípios fundamentais que têm guiado a terminologia de Bethesda e que se mantém até hoje:

  1. A Terminologia deve comunicar a informação clinicamente relevante do laboratório para o prestador de cuidados de saúde do paciente;
  2. A Terminologia deve ser uniforme e razoavelmente reprodutível entre diferentes patologistas, técnicos e laboratórios e também suficientemente flexível para ser adaptada numa ampla variedade de configurações de laboratórios e localizações geográficas;
  3. A Terminologia deve refletir o entendimento mais atual de neoplasia cervical.

Após a primeira introdução  da terminologia  em 1988, aconteceram já revisões em 1991, 2001 e recentemente em 2014.

Para que o diagnóstico seja efetuado,  de acordo com a nomenclatura do Sistema de Bethesda 2001, o relatório interpretativo da citologia deve obedecer a determinados parâmetros descritos em baixo.

TIPO DE AMOSTRA
ADEQUAÇÃO DA AMOSTRA
CATEGORIZAÇÃO GERAL (opcional)

  • Negativo para lesão intra-epitelial ou malignidade
  • Outros (por exemplo, células endometriais em mulheres com idade igual ou superior a 40 anos)
  • Alterações celulares epiteliais

INTERPRETAÇÃO/RESULTADO